AVISO: Você deve habilitar Javascript no seu navegador para ver este conteúdo corretamente.

Imagem de fundo da barra do MPF

Ir para o conteúdo. | | Ir para a navegação

Logo da PRRJ
 
Imagem do logo da PRRJ
Imagem do logo do Youtube | Imagem do logo do twitter | Imagem do logo do rss
Você está aqui: Página Inicial FrontPage Notícias Banqueiros do Marka e FonteCindam condenados
Ações do documento

Banqueiros do Marka e FonteCindam condenados

publicado em 04/04/2005
Sentença da justiça federal também vale para ex-diretores do Banco Central

O Ministério Público Federal conseguiu a condenação de Francisco Lopes, Salvatore Cacciola, Luiz Augusto Bragança, Luiz Antonio Gonçalves, Claudio Mauch, Demóstenes Madureira do Pinho Neto, Roberto José Steinfeld e Tereza Grossi por peculato, desvio de dinheiro público. A sentença da juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª vara Federal Criminal, foi publicada hoje, 4 de abril.

A denúncia foi oferecida pelos procuradores da República Artur Gueiros, Raquel Branquinho e Bruno Acioli em junho de 2000, quando foi decretada a prisão de Salvatore Cacciola. Além da condenação por peculato, os banqueiros Salvatore Cacciola, do Banco Marka, e Luiz Antonio Gonçalves e Roberto José Steinfeld, do Banco FonteCindam, foram condenados por gestão fraudulenta e temerária, respectivamente. Retrospectiva

- Em janeiro de 1999, houve uma mudança da política cambial brasileira, que resultou em desvalorização do real. Os bancos Marka e FonteCindam, que haviam apostado na valorização da moeda nacional, com vários contratos em dólar, não tinham como cobrir o prejuízo.

Então, sob o argumento de que a quebra desses bancos seria um risco sistêmico para o país, o Banco Central assumiu a posição dos dólares a preço abaixo do mercado para o Marka e o FonteCindam. Para o Marka, a ajuda foi de cerca de R$1 bilhão, para o FonteCindam, foi de aproximadamente R$550 milhões, valores históricos.

"Durante o processo, foram ouvidas mais de cem testemunhas. “Quem condenou os réus não foi o MP, nem a juíza ou a imprensa, quem condenou foram as provas do processo. Eles tiveram ampla defesa. Houve provas periciais, inúmeros economistas foram ouvidos nesses anos todos. No final, a juíza reconheceu a procedência da acusação de desvio de dinheiro público e de gestão fraudulenta e temerária”", afirmou o procurador regional da República, Artur Gueiros, um dos designados para o caso. “

Foram cinco anos de instrução criminal difícil, complexa e o resultado foi satisfatório para a sociedade brasileira, que não tolera que fatos tão reprováveis possam ocorrer no país”, completou. Condenações

- O banqueiro Cacciola foi condenado a 13 anos de prisão, além de multa. Ele tem pedido de prisão internacional. Já foi pedida a extradição, mas a Itália negou exigindo reciprocidade na extradição de nacionais, o que não é permitido pela Constituição do Brasil. Tereza Grossi foi condenada a seis anos de prisão. Para os demais, dez anos. Tereza Grossi e Claudio Mauch também tiveram a aposentadoria cassada por força da sentença. Absolvições – os réus Cinthia Costa e Souza, Alexandre Pundek e Rubem Novaes foram absolvidos.

O Ministério Público está analisando a decisão da justiça federal e tem cinco dias para recorrer ou não da sentença.

Menu