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Quadrilha de fiscais do INSS é presa

publicado em 24/02/2005
Criminosos causaram rombo de R$ 1 bilhão nos cofres públicos

O Ministério Público Federal no Estado do Rio de Janeiro, através dos procuradores da República Fábio Aragão e Vinícius Panetto, obteve na Justiça Federal a prisão temporária de organização criminosa formada por 13 fiscais de diferentes unidades da Receita Previdenciária (antiga gerência do INSS).

Segundo relatório da Força-tarefa da Previdência, formada por representantes do MPF, INSS e Polícia Federal, a quadrilha, ao longo de uma década, extorquiu mais de 140 empresas de médio e grande porte de vários setores, inclusive multinacionais. Da amostra investigada, 31 das empresas foram selecionadas para refiscalização por indícios de fraudes.

Hoje pela manhã, foi decretada a prisão de Antonio Vinicius Monteiro, Joaquim Acosta Diniz, Francisco José dos Santos Alves, Luiz Ângelo Rocha, Jane Márcia da Costa Ramalho, Arnaldo Carvalho da Costa, Paulinea Pinto de Almeida, Paulo José Gonçalves Mattoso, Rogério Gama Azevedo, Francisco Cruz (vulgo Chicão), José Eduardo Goems Iuorno, Arinda Rezende de Pinho Monteiro e Geanete Assumpção José.

Boa parte dos fiscais ocupava cargos de chefia. Em levantamento prévio dos bens de seis dos 14 investigados, foram constados em órgãos oficiais o registro de 18 veículos, um prédio, seis casas, 21 apartamentos, cinco salas, uma loja, 14 lotes e uma fazenda. Segundo o relatório da Força-tarefa, a quadrilha causou rombo de aproximadamente R$ 1 bilhão, referentes a valores que não entraram nos cofres públicos.

Há indícios de que, para fazer as transações, era usada como fachada a empresa Comercial Pesqueira Sete Irmãos, na Av. Presidente Vargas, 1.146, sala 1.407. Os procuradores detectaram a relação entre um dos presos com políticos da Alerj. Dois dos fiscais, Arnaldo Carvalho da Costa e Paulinea Pinto de Almeida, foram presos em dezembro de 2004 na Operação Mar Azul, acusados de formação de quadrilha e corrupção passiva. Eles foram liberados por hábeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal.

"Tudo indica que os fiscais estão nessa atividade há anos, até para construir um patrimônio tão grande. O MP espera que, com essas prisões, a quadrilha seja extinta definitivamente. A Força-tarefa continuará firme no combate à criminalidade", afirma o procurador Fábio Aragão.

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