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Acusados por Tráfico Internacional de Mulheres podem pegar até 25 anos de prisão

publicado em 01/12/2004

O Ministério Público Federal, através do procurador da República Marcus Vinícius de Viveiros Dias, ofereceu denúncia contra ANA MARIA DE JESUS, conhecida como Ana Cartier, e ARMANDO GIOVANETTI, conhecido como Nino Giovanetti. Eles irão responder pelos crimes de tráfico internacional de mulheres, favorecimento à prostituição e aliciamento de trabalhador para exercer conduta ilícita no exterior. Os acusados, nos anos de 2000 e 2001, induziam e recrutavam profissionais de dança do sexo masculino e feminino para exercerem a prostituição em casas de tolerância no Japão e na Itália.

O senhor Giovanetti, à época Diretor Tesoureiro do Sindicato de Profissionais de Dança no Estado do Rio de Janeiro, mantinha contato com empresários e, juntamente com a denunciada, selecionava dançarinos e dançarinas que eram encaminhados para a Itália, a pretexto de exibirem shows folclóricos brasileiros. Depoimentos de aliciados, entretanto, afirmam que, na verdade, eles iriam para trabalhar no prostíbulo italiano chamado “Josephine”, onde eram obrigados a fazer com que os clientes consumissem ao máximo, inclusive com direito a relações sexuais. “Cartier” também conduziu inúmeras pessoas para o Japão, para se prostituírem na “Boate Quilombo”.

De acordo com depoimentos, os denunciados recebiam, pelo menos, US$ 1.000,00 por cada pessoa enviada.

Na denúncia, o procurador Marcus Vinícius de Viveiros ressalta que “as pessoas eram encaminhadas para o exterior e enganadas, pois pensavam que iriam exibir para os estrangeiros a cultura brasileira, se submetiam à vergonhosa prostituição, e, o pior de tudo, tinham seu direito de ir e vir cerceados, haja vista que ficavam “presas” em um país desconhecido, sem recursos financeiros para retornar ao seu país de origem, o que somente revela que a conduta dos acusados é acima de tudo, atentatória contra os direitos humanos.” Se condenados, os réus podem pegar até 25 anos de prisão.

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