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Operações do MPF e PF prendem 72 pessoas

publicado em 18/08/2004

A Força-Tarefa do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) prendeu, nesta última terça-feira (17/08), 72 pessoas em operações que aconteceram em sete estados brasileiros.

Entre os presos, encontram-se doleiros, empresários, funcionários de casas de câmbio, procuradores e titulares de contas em bancos sediados nos Estados Unidos. Eles foram indiciados pela PF e estão sendo investigados pela possível prática dos crimes de evasão de divisas, gestão fraudulenta, administração de casas de câmbio ilegais, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Logo após a prisão, eles prestaram depoimentos aos procuradores da República e Delegados da Polícia Federal encarregados das investigações.

Aos 150 endereços inicialmente previstos para as diligências de busca e apreensão, foram acrescentados outros 65 ao longo do dia. Esse aditamento decorreu das informações que iam sendo coletadas no desenvolvimento das operações. Por outro lado, as suspeitas de vazamentos da operação foram em parte confirmadas. Em São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, alguns locais visitados pelos policiais apresentaram indícios de terem sido esvaziados recentemente: não foi encontrada nenhuma documentação e até mesmo os computadores tinham sido levados. No Paraná as diligências foram suspensas por suspeita de vazamento.

As operações resultaram em 22 prisões em São Paulo, 14 em Minas Gerais, nove no Rio de Janeiro, oito no Pará, três em Pernambuco, três no Amazonas e duas na Paraíba. Durante as diligências também foram apreendidos documentos de movimentações financeiras, além de correspondências eletrônicas, transmissões de fax, agendas, armas, disquetes e dispositivos de memória de computadores.

No Rio, foram aprendidas caixas de Champagne, sem nota fiscal, totalizando um valor de U$200.000,de acordo com a Receita Federal.No Pará foram apreendidos 3,5 kg em jóias e R$ 38 mil em dinheiro em uma das casas de câmbio investigadas. Todo esse material será periciado com o objetivo de fornecer informações que permitam ao Ministério Público e à Polícia Federal chegarem aos valores totais remetidos ilegalmente ao exterior e aos donos dessas remessas.

Na avaliação do procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que participou das diligências em São Paulo, a operação foi "um sucesso", apesar de parte dos mandados de prisão não terem sido cumpridos. "A apreensão de computadores e documentos foi muito positiva, em grande quantidade. Muito provavelmente teremos dados necessários para desvendar todo o esquema. Em vários casos foi possível obter toda a contabilidade dos doleiros", disse. O procurador também confirmou que os responsáveis pela operação suspeitam de vazamento. "Os acusados já sabiam da movimentação policial na cidade. Monitoramento telefônico sobre Toninho da Barcelona indicava que ele já sabia de algo, apesar de não saber do que se tratava, por isso sua prisão foi antecipada".

Novo esquema

As operações realizadas ontem, conquanto tenham se originado de descobertas efetuada durante os trabalhos de investigação no caso Banestado, não têm relação direta com as contas CC5. Trata-se de uma outra forma de evasão de divisas efetuada através do sistema de dólar-cabo e concretizado na conta Beacon Hill existente no Banco J.P.Morgan Chase em Nova Iorque.

Cabe esclarecer também que, com a operação Farol da Colina, foram realizadas simultaneamente duas outras operações: a Octopus, em todos os estados, e a Urutu Cruzeira, em Minas. Todas elas, porém, com o mesmo objetivo de desvendar os esquemas de remessas ilegais de divisas para o exterior.

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