AVISO: Você deve habilitar Javascript no seu navegador para ver este conteúdo corretamente.

Imagem de fundo da barra do MPF

Ir para o conteúdo. | | Ir para a navegação

Logo da PRRJ
 
Imagem do logo da PRRJ
Imagem do logo do Youtube | Imagem do logo do twitter | Imagem do logo do rss
Você está aqui: Página Inicial FrontPage Notícias Ex-enfermeiro que assassinou crianças em hospital é condenado
Ações do documento

Ex-enfermeiro que assassinou crianças em hospital é condenado

publicado em 15/05/2008
A sentença determinou cerca de 110 anos de reclusão

O Tribunal do Júri Federal condenou o ex-técnico de enfermagem Abraão José Bueno por oito homicídios (seis triplamente qualificados e dois duplamente) de crianças internadas no Instituto de Puericultura Martagão Gesteira da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os crimes ocorreram em 2005. Ele matou quatro crianças e tentou assassinar outras quatro e, por isso, foi condenado a cerca de 110 anos de reclusão em regime fechado.

O julgamento, que começou na última terça-feira, foi encerrado às 6h da manhã de hoje, após 35 horas. José Bueno respondia ao processo preso, desde que foi denunciado pelo MPF, em dezembro de 2005.

O procurador da República Jaime Mitropoulos, autor da denúncia, acusou-o de homicídios triplamente qualificados pelo fato de os pacientes assassinados serem crianças e não terem capacidade de defesa. Além do autor da denúncia, participaram também do Júri Federal os procuradores da República Eduardo André Lopes Pinto e José Augusto Vagos.

O Júri considerou que os homicídios foram triplamente qualificados por terem sido cometidos por motivo torpe, pois o acusado buscou obter prestígio profissional e satisfação pessoal. Além disso, também considerou que os crimes foram feitos de forma insidiosa, já que o condenado aproveitou-se da sua condição pessoal de técnico de enfermagem, pois era responsável pelo cuidado das vítimas e conhecia os quadros clínicos delas. Ele também escolhia o melhor momento para injetar medicamento não prescrito e mantendo-se ao lado das vítimas, escondendo da equipe médica a causa do súbito agravamento das crianças.

Segundo a denúncia, o ex-técnico de enfermagem, conhecendo as condições de saúde dos pacientes, injetava nas crianças medicamentos sedativos, barbitúricos e bloqueadores musculares sem prescrição médica ou em doses mais elevadas, levando-as a sofrer súbitas paradas respiratórias e agravando o estado geral de saúde. Com isso, pelo menos quatro faleceram.

\"O julgamento desse acusado pelo Júri Popular reflete a resposta da sociedade aos atos hediondos que ele praticou e uma satisfação às famílias das crianças vitimizadas e que sofrem até hoje pelos graves fatos ocorridos no Hospital\", afirma o procurador da República José Augusto Vagos.

Menu