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MPF denuncia e bloqueia bens de presos da Operação Platina

publicado em 30/03/2007
Nove réus têm prisão preventiva decretada

O Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra 14 pessoas envolvidas na Operação Platina, executada pela Polícia federal no último dia 22. O procurador da República Mark Torronteguy Weber também pediu a prisão preventiva de nove réus que estavam presos temporariamente e obteve o seqüestro dos bens móveis e imóveis e a indisponibilidade dos valores movimentados pela organização criminosa. Com exceção do doleiro da organização, Manoel Camilo Sales, denunciado por evasão de divisas (2 a 6 anos de prisão) e por fazer operação de câmbio sem autorização do Banco Central (1 a 4 anos), todos os outros 13 irão responder pelos crimes de associação ao tráfico internacional de drogas (3 a 10 anos) e lavagem de dinheiro ( 3 a 10 anos).

A organização criminosa era especializada no comércio de drogas ilícitas entre países da América do Sul e da Europa. Ela também ocultava os lucros da atividade criminosa mediante a aquisição de postos de gasolina e investimentos na indústria petroquímica, além da compra de bens móveis e imóveis, avaliados em cerca de R$ 20 milhões. Quatro dos denunciados são estrangeiros e já estão presos em seus países de origem: Uruguai e Espanha. Um denunciado encontra-se foragido. O processo corre na 4ª Vara federal criminal.

A cocaína era produzida no cartel do Vale do Norte, sediado na Colômbia, sob o comando do principal denunciado Alexandre Pareja Garcia, líder da organização. Pareja não teve prisão preventiva decretada, pois já estava encarcerado em Brasília respondendo a um processo de extradição para o Uruguai, conseqüência da Operação Chimed realizada pela polícia uruguaia.

A droga era enviada de avião da Colômbia para Montevidéu, e, de lá, seguia de navio para a Espanha, onde era distribuída para os demais países da Europa e para os EUA.

O dinheiro obtido com a venda da cocaína comercializada na Europa e nos Estados Unidos era reunido na Espanha e fazia o caminho de volta, retornando ao Uruguai em vôos comerciais, onde os integrantes da quadrilha transportavam milhões de euros e dólares. Posteriormente, o dinheiro ingressava em território nacional mediante transferências supostamente "legais", já que os denunciados tomavam o cuidado de obter autorização do Banco Central, para investimentos em indústrias petroquímicas, postos de gasolina e empresas, cujo proprietário de fato era o denunciado Alexander Garcia Pareja. Entre os bens de grande valor estão um apartamento no condomínio Waterways e uma casa no condomínio Malibu, ambos situados na Barra da Tijuca.

Como os denunciados não declararam os valores movimentados, o MPF requisitou à Receita Federal uma apuração fiscal para posterior aditamento da denúncia em relação ao crime de sonegação fiscal.

A investigação, iniciada há quase dois anos, obteve êxito por causa dos atos de cooperação jurídica internacional e a troca de informações entre os organismos policiais de diversos países dos continentes europeu e americano, verificando o intenso deslocamento internacional de diversos membros do grupo entre os países da Europa, América do Sul e Brasil.

"A partir da prisão preventiva dos integrantes da organização criminosa e da impossibilidade de movimentar os valores auferidos com o narcotráfico, fica definitivamente desarticulada a poderosa organização criminosa, impedindo a reiteração da condutas criminosas denunciadas", esclarece o procurador Mark Weber.

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