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MPF denuncia traficantes que atuam em presídios de segurança máxima

publicado em 19/03/2007
Tráfico de internacional drogas é comandado através de celulares pré-pagos

O Ministério Público Federal ofereceu denúncia à Justiça Federal contra dez integrantes de uma organização criminosa comandada a partir de presídios de segurança máxima, responsável pelo tráfico de drogas trazidas do Paraguai para o Rio de Janeiro. Durante as investigações da chamada “Operação Aresta”, foram apreendidos, em novembro passado, dois carregamentos de drogas que somavam 7 toneladas de maconha e 30 quilos de cocaína.

As cargas, interceptadas em Cascavel (PR) e Volta Redonda (RJ), abasteceriam o Morro do Dendê, na Ilha do Governador. A denúncia, oferecida pelo procurador da República Fabio Seghese, foi recebida pela Justiça Federal, dando origem a uma ação penal pública. Os dez denunciados responderão pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico internacional de entorpecentes.

Se condenados, suas penas devem ser agravadas por se tratar de crimes de tráfico praticados no interior de estabelecimentos prisionais (art. 40, III, da Lei n. 11.343/06). A quadrilha é liderada por Robson Carlos Maciel, vulgo "Edmundo Bita" ou "Robinho do Dendê", preso no Complexo Penitenciário de Bangu. Mesmo encarcerado, ele comanda os outros integrantes do grupo por meio de aparelhos celulares em sistema de "siga-me", o que lhe permite realizar conferências com seus comparsas.

As remessas apreendidas eram coordenadas também via celular pelo denunciado Roberto Tenório Bezerra, vulgo "Robertinho", recolhido no presídio de Alta Segurança de Charqueadas (RS), apontado como um dos maiores fornecedores de drogas do Paraguai para o Brasil. Além de Robinho do Dendê e Robertinho, foram denunciados Rubens Francisco Nicolau, Elisabeth Fernandes da Silva, Leandro Bragante Soares, Ademir Pereira Godinho, Benedito Venancio, Harnoldo Gomes da Costa, Benedito Luiz da Silva e Moacyrio Bruno dos Santos. À exceção do último, todos estão presos.

O MPF também requereu à Justiça Federal a inclusão dos dois primeiros acusados em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), como forma de impedir a constante comunicação de ambos entre si e com os demais integrantes da quadrilha. Como afirma o procurador Fábio Seghese na denúncia, “Robinho do Dendê é a expressão acabada da falência do sistema penitenciário brasileiro: detentor de extensa folha de antecedentes criminais, apontado pela Polícia Federal como assaltante perigoso, a condição de encarcerado no complexo de Bangu não o privou do acesso fácil e indiscriminado a diversos aparelhos celulares no decorrer das investigações ”.

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