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Operação Reação: quadrilha de falsificadores é presa

publicado em 08/11/2006
Acionistas da Petrobras seriam lesados

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal deflagraram hoje a operação Reação para desarticular uma quadrilha especializada em praticar fraudes com ações no mercado financeiro. As investigações foram iniciadas há um ano a partir de interceptação telefônica proposta pelo Ministério Público Federal. A maioria das ações, que seriam comercializadas fraudulentamente, era da Petrobras, sendo custodiadas pelo Banco do Brasil. Foram presas, temporariamente, oito pessoas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. A quadrilha era composta por um gerente do Banco do Brasil, um hacker, funcionários de cartórios e advogados.

As fraudes eram realizadas de duas formas: a primeira era através da confecção e uso de documentos de identificação pessoal e procurações falsificadas que permitiriam aos criminosos se passarem por procuradores dos acionistas junto ao Banco do Brasil e corretoras de valores mobiliários, com o objetivo de vendê-las. Para tanto eles contavam com a participação de funcionários de cartórios de SP, RJ e PR. A outra maneira era a tentativa de vendas pela internet, com a ajuda de um hacker, sem o conhecimento de seus titulares (sistema home broker).

"Causa assombro a facilidade com que a quadrilha obtinha essas falsas procurações e reconhecimentos de firma junto a cartórios do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. É necessário maior rigor na fiscalização e apuração de desvios funcionais no âmbito dessas unidades" - denuncia o procurador da República Fábio Seghese.

Os movimentos da quadrilha concentravam-se sobre um grupo de 42 acionistas cujas cotas somam aproximadamente R$ 120 milhões.

Quando forem denunciados, os envolvidos poderão responder pelos crimes de falsificação de documentos, tentativa de estelionato, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha.

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