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MP Federal e PF deflagram Operação Euterpe

publicado em 30/08/2006

O Ministério Público Federal em São João do Meriti (RJ) e a Polícia Federal deflagraram na manhã de hoje a Operação Euterpe, decorrente de uma investigação sobre práticas irregulares de fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Reserva Biológica do Tinguá, em Nova Iguaçu. A 5ª Vara Federal de São João de Meriti deferiu 32 mandados de prisão (entre eles, de 25 funcionários do Ibama), além de mandados de busca e apreensão nas residências e locais de trabalho dos envolvidos. As investigações foram feitas pelos procuradores da República Ana Paula Ribeiro Rodrigues e Renato de Freitas Souza Machado, e pela Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu.

De acordo com as investigações, funcionários do Ibama responsáveis pela fiscalização e elaboração de laudos e pareceres cometeram crimes ambientais, como a redação de laudos ambientais irregulares, além de crimes como corrupção. Além de prender servidores suspeitos, a operação teve como objetivo a detenção de empresários favorecidos pela atuação criminosa em vários locais do estado.

O ponto de partida das investigações foram denúncias anônimas feitas ao MPF e à Polícia Federal em julho do ano passado. Na ocasião, foram relatadas irregularidades cometidas na Reserva do Tinguá por servidores do Ibama. O MPF irá oferecer denúncia contra os envolvidos pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, prevaricação e crimes contra a administração ambiental previstos na Lei de Crimes Ambientais (9.605/98). A operação foi batizada com o nome Euterpe (de Euterpe edulis), que é o nome científico para o palmito da espécie juçara, planta cuja extração irregular foi beneficiada pela má fiscalização.

"É importante que esses fatos sejam revelados, pois a fiscalização do Ibama está inoperante no estado do Rio. A investigação feita em conjunto entre o Ministério Público e a Polícia Federal mostra o porquê dessa situação. Infelizmente, os servidores vinham atuando em defesa de seus interesses particulares, em detrimento do órgão e do meio ambiente", afirma a procuradora Ana Paula Ribeiro Rodrigues.

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