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MP Federal e Polícia Federal realizam Operação Roupa Suja

publicado em 25/08/2005
Empresários que fraudavam licitações de hospitais e do Ministério da Saúde são presos

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal estão realizando a Operação Roupa Suja. Foram requisitadas as prisões temporárias de 12 pessoas e buscas e apreensões em 18 lugares dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás. A investigação, que começou com as Operações Alvejante e Vampiro, identificou, como principal crime, fraude em licitações.

Num primeiro esquema, empresários se revezavam em licitações para prestação de serviços de lavanderia dos uniformes hospitalares, combinando valores para que determinada empresa vencesse a licitação. De acordo com as investigações, os hospitais Federais, Estaduais e Municipais estão divididos, loteados entre as empresas. Os empresários e lobistas que tiveram a prisão temporária decretada foram: Altineu Pires Coutinho, proprietário da empresa Brasil Sul e que, junto com seu filho Marcelo, é o principal responsável pelo esquema; Gilberto da Silveira Corrêa, Presidente do Sindicato das Empresas de Lavanderia – SINDILAV; Altivo Bittencourt Pires; Antônio Augusto Menezes Teixeira; e José Pereira Vilela.

Um segundo esquema de fraude em licitações também foi identificado. Dessa vez, foram fraudadas licitações do Ministério da Saúde e de laboratórios estaduais para aquisição de medicamentos, principalmente os retrovirais, “o coquetel” contra a AIDS. Essa organização criminosa vem nos últimos tempos fraudando sistematicamente todas as licitações para compra de componentes para o “coquetel” contra a AIDS nos principais laboratórios do país.

O esquema funcionava da mesma forma, com as empresas se revezando nos valores das licitações, formando um cartel. Os empresários Vitório Tedeschi, proprietário das empresas Brasivt e Hallen Elliot, e Altineu Pires Coutinho são os principais responsáveis por esse esquema dos medicamentos. Inclusive, há indícios de que possuem empresas em paraísos fiscais e contas na Suíça o que pode caracterizar evasão de divisas.

Outros empresários e lobistas que tiveram a prisão decretada nesse esquema foram: Premanandam Modapohala, Empresário, proprietário das empresas Aurobindo e AB Farmoquímica; Darci Accorsi, presidente do IQUEGO (laboratório oficial do Estado de GOIAS); Flávio Garcia da Silva; e Francisco Sampaio Vieira de Faria. Está sendo investigada também a participação de servidores públicos nos dois esquemas de fraudes.

O Ministério Público Federal tem dez dias para oferecer Denúncia à justiça Federal e pedir a prisão preventiva dos envolvidos. Quando a Denúncia for aceita pela Justiça, estará se iniciando o processo penal. Os empresários e lobistas presos podem ser processados por formação de quadrilha, fraude em licitação, evasão de divisas, lavagem de dinheiro , sonegação fiscal e corrupção.

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