AVISO: Você deve habilitar Javascript no seu navegador para ver este conteúdo corretamente.

Imagem de fundo da barra do MPF

Ir para o conteúdo. | | Ir para a navegação

Logo da PRRJ
 
Imagem do logo da PRRJ
Imagem do logo do Youtube | Imagem do logo do twitter | Imagem do logo do rss
Você está aqui: Página Inicial FrontPage Notícias Monte Éden: MPF, PF e Receita realizam busca em escritório de advocacia
Ações do documento

Monte Éden: MPF, PF e Receita realizam busca em escritório de advocacia

publicado em 30/06/2005

O Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Receita Federal realizam hoje, simultaneamente, em seis Estados (SP,RJ,ES,MS,CE e PR) operações de busca e apreensão e cumprimento de mandados de prisão temporária em vários escritórios de advocacia para apurar crimes contra a Ordem Tributária, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas e falsidade ideológica.

Em São Paulo, é investigado um dos maiores escritórios de advocacia do Brasil, o Oliveira Neves, que estaria vinculado às práticas criminosas de vários empresários, inclusive o da máfia dos combustíveis Antonio Carlos Chebabe, dono da Ubigás, preso em março de 2004, em Campos (RJ), na operação 1.203 (código para gasolina usado por transportadores) e denunciado pelos crimes de sonegação e remessa ilegal de dinheiro para o exterior.

Prosseguindo a apuração do caso Chebabe, com novas interceptações telefônicas e de e-mail, bem como o auxílio Receita Federal, foi constatado que o escritório de advocacia operacionalizava uma rede criminosa. OAB avisada A busca e apreensão no escritório Oliveira Neves está sendo acompanhada pelos procuradores da República Patrícia Maria Castro Núñez, Mark Torronteguy Weber e Solange Maria Braga, do estado do Rio de Janeiro, que apuram os vínculos do escritório paulista com o esquema criminoso do empresário carioca.

A presença dos procuradores visa garantir que só sejam apreendidos objetos que interessem às investigações. Os procuradores da República mantiveram contato com a OAB de São Paulo desde antes do início da operação, ou seja antes das seis da manhã de hoje, para dar ciência das medidas judiciais que permitem a realização das buscas e prisões a serem efetuadas.

O trabalho conjunto desenvolvido entre o MPF, a Polícia Federal e a Receita Federal resultou no deferimento, pela juíza Ana Paula Rodrigues Matias (5.ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, especializada em lavagem de dinheiro), das buscas e apreensões e das prisões temporárias. Newton José de Oliveira Neves e seus funcionários montaram um conglomerado empresarial em proveito próprio mediante o uso de empresas de fachada e laranjas.

Ainda, em proveito de vários empresários, foi criado um esquema que envolvia a abertura de sociedades limitadas e sociedades anônimas uruguaias, conhecidas como SAFIS. Tais empresas utilizavam a chamada blindagem patrimonial , ou seja, ocultação de patrimônio do fisco, com remessa de valores não declarados ao exterior e manutenção de valores não declarados no exterior, além de, em muitos casos, posterior ocultação do patrimônio por meio de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Menu